Os caminhos de Roque Gameiro O Terrunho- 38º exposição








Os caminhos de Roque Gameiro  O Terrunho- 38º exposição do Museu de Aguarela Roque Gameiro de 2 de janeiro a 30 de abril de 2022


O terrunho


O Mestre Roque Gameiro apresenta trabalhos de grande valor em várias temáticas e não apenas num assunto. Desde a paisagem, passando pela ilustração e, com grande realce, o retrato, o artista destaca-se num percurso polivalente.

Esta versatilidade do pintor verifica-se igualmente pelo conhecimento e práticas noutras áreas para além da aguarela e do desenho: Roque Gameiro trabalha como etnógrafo, historiador, ilustrador, conservador e crítico de arte. Fez um percurso fundamentado e crítico, abraçando diversas áreas do conhecimento numa abordagem eclética e abrangente. O seu perfil humano e profissional permitiu-lhe legar uma Obra que, pelos seus fundamentos  ao nível do seu processo criativo, pela natureza das seus assuntos e pela riqueza e exigência no exercício do seu método, apresenta características únicas ao nível da execução e da natureza documental e  identitária dos seus temas.  

O trabalho de Roque Gameiro surge-nos, assim, como trilhos de um mesmo mapa, diferentes caminhos temáticos. São os " Caminhos de Roque Gameiro". São os roteiros percorridos pela aguarelista que foi paisagista,  foi marinhista e  foi ilustrador. São os percursos do homem que nunca deixou de ser terrunho,  que quis ser marinheiro e que, acima de tudo,  foi  verdadeiramente Português pela forma como sentiu e evocou, a paisagem, o Mar e a História do seu país.
  
A terra, a natureza tal como a sentiu, foi para o artista  uma fonte privilegiada de inspiração. ouçamos o testemunho do terrunho Roque Gameiro relativamente ao tema :

" Hoje não dou um passo que não encontre um motivo, não estendo a vista que não imagine um capricho. A natureza não é aquilo que se vê, mas aquilo que se sente. (....) Os efeitos multicores do sol sobre umas nuvens que se adelgaçam, os campos numa gama completa de verdes, os brancos das águas que se escoam e o horizonte calmo onde duas pombas ao longe deixam a mancha branca das suas asas. Estas são as minhas tintas" 

" Uma tarde em casa de Roque Gameiro", " O Mundo", em 16 de janeiro de 1916, in blog " Tribo dos Pincéis"


Nesta exposição é este o caminho que convidamos o visitante a percorrer: o trajeto do aguarelista que foi um terrunho. Nunca o deixou de ser. A sua vida e a sua obra estenderam-se como os ramos da árvore, por outras terras e no meio de outras gentes, mas as raízes mantêm-se fixas e firmes.




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